Domingo, Março 13, 2005

É. Ainda tô viva. :-)


Ah.
Continuando com a seção "fui ao shopping hoje".
A C&A está com uma promoção felomenal. Você compra e ganha um poster autografado. De um artista. É, ele mesmo, o Ricky Martin.

Algum estudante de marketing pode me dizer que público eles querem atingir?????

(Danimart, filhotes de drag queen não contam :-))


Hoje Felipe e eu fomos ver Constantine.
Ninguém me tira da cabeça que o Keanu Reeves faz parte de alguma irmandade secreta dedicada a atingir as pessoas com boas idéias através de seus filmes, com o objetivo de fazê-las sair da "rodinha de hamster" e ver seu ego, sua prepotência, sua pequenez e ilusão.
Pro inferno as críticas ruins. Eu adorei O Advogado do Diabo, achei o final de Matrix bem resolvido, me amarrei em Constantine e vi em todos estes filmes algo bem maior do que ação e efeitos especiais.

(agora, que é uma pena que estas minhas pausas na rodinha do hamster durem pouco, ah, isso é...)


Sou ex-estudante de comunicação social e lembro que uma das coisas que mais gostava de dizer é que a mídia não tem vontade, não pode ser vilã de nada, afinal, é só um instrumento, uma ferramenta, pra gente se expressar.

Mas tem hora que dá vontade de soltar o clichezão "eu odeio mídia".

O terra me bota hoje na primeira página uma manchete de "rottweilers matam o próprio dono no Paraná". Se você é um qualquer, que nem quer pensar no que lê, já vai logo pensando mais um clichê do tipo "tem que proibir a criação, tem que matar tudo".

Aí só quem clica sabe que o dono batia neles e, no dia, chegou embriagado e tentou maltratá-los. Na boa? Bem feito pro cara.

Eu sempre acompanho estas notícias de "cachorro ataca". Na maioria das vezes, quando falam que era pit bull, era um cachorro qualquer que meramente lembrava um pitbull, ou foi deixado com fome, ou era maltratado, ou simplesmente o atacado entrou na casa dele sem nenhuma companhia. Foi o caso, por exemplo, de uma criança, acho que foi em Recife, em que a culpada foi a mãe, que deixou o filho entrar na casa do vizinho escondido - não tomou conta do filho - onde foi atacado por um cachorro que, aliás, estava preso na corrente. Indiciaram o dono do cachorro, que o tinha sem atrapalhar ninguém, para guardar sua casa, por homicídio culposo. Tinham que indiciar era os pais, que tinham dever de cuidado para com o filho.

Só para constar, o melhor cachorro que já conheci até hoje, o mais fofo, mais criança, mais dócil, é um pitbull. Se chama Okky e não teve nenhuma criação especial.
Sábado, Janeiro 08, 2005

Peço licença à Cora Ronai para dividir este texto com vocês (espalhem, mas com os devidos créditos, ok?)

Ainda o tsunami - Cora Ronai

Não há outro assunto. A despeito da overdose de más notícias com que nos brinda, todo santo dia, o mundo globalizado, nunca se viu nada como esse tsunami, que varreu do mapa tantos lugares e pessoas. Segundo o “Guinness Book”, já aconteceram terremotos e inundações diversos ao longo dos séculos em que maior número de vítimas foi registrado — por acaso, sempre na China, campeã absoluta de calamidades. Mas a China é longe, e mais longe ainda é a distância do tempo, que transforma qualquer desgraça em simples curiosidade histórica.

A onda horrenda do fim do ano foi a primeira catástrofe de proporções bíblicas a ser devidamente registrada, filmada e transmitida, em tempo real, para todos os cantos do planeta. Mal terminara de sugar a vida para o mar, já sugava todas as atenções para os jornais, para a internet, para a televisão.

Diante das notícias que vêm da Ásia, tudo se torna trivial, por trágico que seja, dos homens-bomba que explodem no Iraque ao incêndio em Buenos Aires.

É que nada que seja feito pela mão do homem consegue superar, em potencial de espanto, a natureza em fúria. No mal que os homens fazem há sempre um propósito ou uma ignorância reconfortantes, ou seja: a estupidez e a maldade trazem as suas próprias respostas embutidas e, com elas, uma centelha minúscula de esperança. Hoje, o horror da destruição; amanhã, quem sabe, a descoberta da paz e da harmonia.

Enquanto assistíamos à queda das torres do World Trade Center, ignorávamos quem era o autor do atentado ou o que o levara a isso; mas ninguém duvidava de que ali estava uma expressão suprema da perversidade humana, este horrível defeito que trazemos de nascença mas que — olha a esperança aí — um dia, talvez, se possa consertar.

Que resposta nos traz, porém, um maremoto? Ele é inocente e puro, não existe como pessoa física, jurídica ou celestial; não tem segundas intenções, ou reivindicações de qualquer espécie. Ao mesmo tempo, ao contrário de tantas inundações e deslizamentos de terra, não pode sequer ser atribuído ao nosso descaso com o meio ambiente.

E aí, em última instância, o tsunami mexe também com a nossa orgulhosa suposição de que, mais cedo ou mais tarde, a Humanidade dará um jeito de destruir o planeta. Pois o planeta acaba de dar um chega-pra-lá na Humanidade e avisar que dispensa o auxílio; ele tem plena capacidade de se destruir sozinho, obrigado. E não está nem aí.

***

A quantidade de mistérios, dúvidas e questões filosóficas que o tsunami jogou na praia é proporcional aos estragos que fez. Nem é necessário chegar à existência, suposta bondade e motivações do Grande Arquiteto; só o fenômeno dos animais, salvando-se sabe-se lá como, já é motivo suficiente para mais reflexão e questionamento do que tudo o que se escreveu do 9/11 para cá a respeito das relações entre Ocidente e Oriente.

Apesar de todo o progresso tecnológico, pode ser que a chave da nossa sobrevivência como espécie esteja na compreensão deste singular episódio.

Que misteriosa qualidade de previsão é esta que os animais conservam e que nós perdemos? Terão todos eles a mesma capacidade de fugir a tempo dos terremotos, ou os que não a têm sabem ler, nos outros, os sinais do perigo? Como foi que nos afastamos dessa maneira dos demais habitantes do planeta? Será que foi isso que aconteceu com os dinossauros? Seremos nós, humanos, os próximos dinossauros?

A prova definitiva de que há algo profundamente errado conosco é a pouca atenção que se deu a isso: apenas uma notícia solta, sem continuidade ou investigação. Daqui a alguns meses, quando Hollywood estiver lançando um filme sobre o tsunami servindo de pano de fundo para um romance entre Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, pode ser que a National Geographic esteja levando ao ar um documentário sobre o Mistério dos Bichos. Deve fazer muito sucesso, sobretudo entre as crianças, como mais uma das Maravilhas do Reino Animal; mas logo os adultos estarão se dedicando a assuntos supostamente mais sérios.

***

Enquanto isso, neste país abençoado, que não tem tsunamis nem escala Richter, passou praticamente despercebida a notícia de que o Marqueteiro-Mor comemorou a chegada do Ano do Galo com uma festa de arromba na sua rica mansão de Salvador. Para o ministro Antonio Palocci e o senador Aloizio Mercadante, que muito se divertiram na companhia de Duda Mendonça e de seus Romanée Conti, o crime obviamente compensa.

Não houve notícia de onde passaram o réveillon os intrépidos policiais que prenderam Duda na rinha de galos; a eles, no entanto, desejo um Feliz Ano Novo. Quem sabe um dia a gente tenha a satisfação de viver num Estado de direito, em que a lei seja igual para todos, e em que os criminosos sejam punidos, em vez dos policiais que os investigam.

***

Elas chegam ao entardecer, como as de verdade, assim que o quiosque é aberto. São as capivaras coloridas do Pojucan, cada uma mais linda que a outra, alegrando o Palaphyta Kitch, no Corte do Cantagalo. O espírito carioca, apesar de tudo, sobrevive. Viva!

Terça-feira, Dezembro 14, 2004

Tchau, sorvete de goiabada com queijo.
Seja bem-vinda, empadinha de palmito.


Novelas têm certamente algo de amaldiçoado.
Eu não vejo nem 15 minutos de TV por semana, ih, acho que às vezes nem ligo, mas ainda assim sei quem são Maria do Carmo e Nazaré e por ter passado na frente da TV por acaso, fiquei presa vendo um bloco da novela, até o comercial, torcendo pro carinha atender o telefone da mocinha que queria contar que estava grávida mas não contou.

Em compensação, saber a matéria da prova que é bom, nada...


Estou assustada com o tempo, como tá passando depressa.
Esse ano começou ontem e já foi.
E quinta já tem prova de Processo Civil II.
Tá tão depressa que não dá tempo nem de fazer as tais 6 refeições.
Terça-feira, Outubro 26, 2004

:: enroscos apartamentais ::
Como vocês já estão carecas de saber, eu e Felipe estamos noivos, porém sem pressa de casar - a gente tava pensando em casar lá pro fim do ano que vem. Estamos olhando apartamento há algum tempo... E agora estou p da vida com algo que aconteceu hoje.

Semana passada ligou um corretor da Blokos Engenharia chamado Paulo, que tinha nosso fone pois tinhamos ido lá uma vez ver os aptos do "A Casa é Sua"... São uns apertamentos bem pequenos, mas não precisamos de muito mais que isso, ali na beira do shopping Norte Sul. Ele oferecia um pronto, com armários, cozinha em granito, preço até bom. Era nos prédios ao lado, construídos antes deste projeto que está em andamento. Pois bem, fomos lá dois dias depois e já tinha sido vendido. Achamos estranho, pois ninguém compra apartamento da noite pro dia. Ou, pelo menos, não se acaba o processo tão rápido a ponto de já estar com as chaves na mão e não podermos nem vê-lo, à noite, sendo que pela manhã ainda não tinha sido vendido, como acabo de pensar aqui agora. De qualquer forma, pensamos logo ser papo de corretor para que fossemos lá e ele oferecesse outro.

Então, ofereceu outros 2, 201 e 205 do prédio novo, a ficar prontos em fev/2005, pois quem comprou ia para os EUA, etc, queria passar pra frente. Achamos o 205 interessante, começamos a comparar preços, era um bom negócio - não uma pechincha, mas o preço tava razoável. Chora daqui, chora de lá...

Aí começou a palhaçada. Fomos levar nossas mães pra ver o apto e aí descubro que não, não eram todas as despesas incluídas, como tinha me sido informado (e não pode ter havido mal-entendido, pois perguntei diveeeeersas vezes, anotei, etc). Presenciamos discussão de corretores falando que "eu não abato da minha comissão, se quiser abate do seu". Bem rídículo. E estranharam o fato de falarmos do 205, que supostamente estava vendido, não entendemos bem, mas falaram que "era só trocar, eram do mesmo cliente" ou algo assim.

Queríamos que abatessem a diferença. Abateram um mínimo. Ainda assim, estávamos dispostos a fechar. Isso foi ontem, demos a resposta e marcamos de ir hoje a noite, prazo que eles precisavam para preparar o contrato. Levantei todos os dados necessários, perdi mais tempo, etc. Já contávamos com o apartamento.

Aí hoje de manhã me liga uma das corretoras para falar o seguinte absurdo: "olha só, o cliente errou e na verdade não era o 205 que estava à venda, mas sim o 105, e não dá para abater o preço, e vocês precisam decidir rápido se querem, sem querer pressionar".

Ora, eu DUVIDO que tenham errado. Basicamente, arrumaram alguém disposto a pagar mais pelo 205, que estava reservado para nós, e queriam empurrar outro do qual alguém desistiu. Ou nunca houve um 205 a venda. Se erraram, o que acho bem improvável, pior ainda: como podem vender algo sem ter o menor controle "de estoque"?

Recusei na hora. E falei que estava indo pegar o cheque da reserva.

Cheguei lá, o palhaço do corretor que passou todas as informações erradas, sorriso idiota, comenta algo como "o cliente errou, né...", ao que respondi "você tá achando que eu nasci ontem?". O imbecil ainda me pergunta se quero conhecer o 105, que é um ótimo apartamento. "Agora não queria nem se fosse cobertura, e pela metade do preço". Além de tudo, o cara me responde com um petulante "pior pra você".

Saio de lá e depois descubro que, quando saí, o cara de pau ligou pra Felipe falando que "eu estava fazendo um escarcéu à toa e nós estávamos perdendo um ótimo negócio por causa de besteira", querendo que ele fosse lá fechar. Aí Felipe respondeu que não queríamos negócio com a Blokos, nem muito menos com ele. E é o que recomendo a vocês também. Apartamento não vai faltar. A gente vai numa coisa achando que vai ser mais prático, e aparece um enrosco desses.

Se tava enrolado desde agora, imagina depois... :-/


Conheçam o Miguel...

... e outros cãezinhos em busca de alguém que os ame!

São filhotes e adultos de todos os tamanhos e cores, um mais lindo e mansinho que o outro. O Miguel foi jogado na rua pelos donos quando estes resolveram se mudar - parece ser um Pastor Belga, cão de guarda, mas é a coisa mais doce, como vocês podem ver na foto.

Visite o site do Projeto Patinhas Carentes e saiba como ajudá-los, mesmo se você não tem condições de adotar.
Quarta-feira, Setembro 29, 2004

Putesgrila, estou viciada naquela %$^%&^*^& de sorvete de queijo com goiabada do Kiabai...

E agora queria ou isso, ou queijo prato com goiabada... Nham...


Versão da carta convite que estamos distribuindo aqui na Grande Vitoria. Interessados, mandem e-mails!

Convite para você que ama os animais!

Somos um grupo de amantes dos animais que trabalhavam individualmente em defesa dos mesmos. Após constatarmos que o ES é um dos únicos Estados do país que não conta com uma atuação organizada na área de proteção animal, e por sabermos que juntos poderíamos fazer muito mais, decidimos criar um grupo de proteção animal na Grande Vitória, e estamos em busca de pessoas com o mesmo objetivo.

Queremos acabar com tanta crueldade e dor causada a seres indefesos e inocentes devido a ambição e ganância desmedidas da espécie humana. O sofrimento de um animal não é menos importante que o sofrimento de um ser humano - eles têm o mesmo direito a uma vida digna. Infelizmente, poucos humanos se interessam pelo bem estar das outras espécies. Aliás, nem mesmo pelo o bem estar de alguém de outra cor ou nacionalidade...

Nosso projeto:
  • Criar e divulgar campanhas a favor da dignidade dos animais, por exemplo: a favor da posse responsável; contra a venda indiscriminada; pela esterilização; por mudança nos métodos dos CCZ...
  • Recolher, tratar e encaminhar à adoção animais encontrados nas ruas da Grande Vitória.
Já está em construção o site de nosso projeto mostrando os animais à espera de adoção. Foi organizada no mês de setembro passeata em Jardim da Penha contra crueldades praticadas nos CCZ da Grande Vitória, vivissecção e outras práticas cruéis.

Como você pode ajudar?

Procurando lares que possam acolher um animal até que seja encontrado um lar definitivo, arrecadando ração e medicamentos... Enfim, você pode ajudar de várias formas, mesmo se não tem condições de ajudar financeiramente. Dinheiro não é o mais importante, mas sim boa vontade, amor à causa e criatividade.

Quem somos?

Danielle (estudante de Direito e bancária), Ione (dona de casa que já recolheu centenas de animais das ruas) e Marceila (ex-estudante de veterinária, atualmente cursando Turismo). Entre em contato conosco!


:: Vendo sentido no trabalho ::
Estávamos eu e Evandro conversando, durante a tradicional farra de sorvete da quarta-feira no Kiabai (cada dia um dos dois paga), sobre ver sentido no trabalho que fazemos, sobre o materialismo em que vivemos... E ele me sai com essa:

- Acho que vou me alistar pra explodir aviões contra torres nos EUA. Servir a Alá... Isso sim deve dar uma nova perspectiva de vida!

Menos, amiguinho, menos! :-)))
Sábado, Setembro 18, 2004

FINALMENTE SAIU DO FORNO!!!

Dá uma olhadinha à direita deste blog. Sim, eu finalmente coloquei a seção Sobre os Animais no ar. Visite! Por enquanto é só texto e links, mas planejo ir colocando muito mais coisas. Espero que gostem e reflitam.

Aproveito para fazer uma dedicatória. Meu filhinho, esta página é pra você, que me dá tanto amor e alegria. Que me recebe todo dia com pios de alegria, não importa se chego meio dia ou meia noite. Que me defende de tudo que é perigoso, especialmente pessoas que não conhece, canetas bic e livros. Eu te amo, minha coisa fofa. Você mudou a minha vida. Obrigada!

Agora de volta a nossa programação normal... ;-)
Terça-feira, Setembro 14, 2004

Almoço no Panda-San: R$ 11,00
Estacionamento do Shopping Vitória: R$ 2,50
Encontrar um conhecido, trocar algumas palavras, e ao entrar no carro pra ir embora e olhar no espelho, encontrar um mega pedaço de vagem (beeem verde) preso nos dentes: não tem preço.

Né, Michel? #-)



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